quinta-feira, 13 de março de 2008

O Aparecimento do homem na América


O homem americano não surgiu dentro do próprio continente, como resultado da evolução de primatas, ele apareceu por aqui vindo de outras regiões, pelas migrações ocorridas há milhares de anos. É que todos os especialistas afirmam. Todavia, sua teorias começam a se diferenciar à respeito de como o homem chegou à América. Ao longo dos anos formaram-se teorias, dentre elas estão: a teoria do Estreito de Bering, e da teoria das Correntes do Pacífico.

1ª Teoria: o Estreito de Bering

Até pouco tempo, quase todos afirmavam que as primeiras comunidades humanas da América teriam vindo da Ásia, por volta de 12 000 a.C., saindo do atual território russo da Sibéria, atravessando o estreito de Bering (quem tem umas poucas dezenas de quilômetros de largura) e chegando à região hoje ocupada pelo Alasca. A partir daí, o povoamento fora se expandindo lentamente, primeiro pela América do Norte e, depois, pela América Central, para finalmente atingir a América do Sul. Os caminhos eventualmente seguidos por essas comunidades humanas, de um extremo ao outro do continente americano, podem ser acompanhados no mapa 1.
Essa teoria baseava-se em um pressuposto, em um acontecimento físico-geográfico e em várias descobertas arqueológicas. Esses elementos podem ser resumidos como a seguir.
· Pressuposto. O homem primitivo era incapaz de desenvolver técnicas de navegação; portanto, não poderia ter chegado à América cruzando o Atlântico ou o Pacífico. Assim, só lhe restava um caminho: o estreito de Bering, com cerca de 100 km, que separa a Ásia da América.
· Acontecimento físico-geográfico. A glaciação-redução da temperatura da Terra-, entre 35000 a.C e 12000 a.C. Com a queda de temperatura, a massa de gelo polar aumentou e o nível dos oceanos abaixou. O estreito de Bering teria então ficado seco, permitindo a passagem dos seres humanos,a a pé, da Ásia para a América.
· Descobertas arqueológicas. Os vestígios humanos mais antigos encontrados em nosso continente datavam aproximadamente de 12 000 a.C. e foram descobertos na América do Norte. Os mesmos tipos de vestígios eram, na América Central, de aproximadamente 9000 a.C.; e na América do Sul, de 8000 a.C. na região dos Andes, e de 6000 a.C no atual território brasileiro.

Tais elementos davam a essa teoria um aspecto bastante lógico e, inclusive, indicavam o caminho seguido pelo homem até chegar a América do Sul. Ultrapassando o Panamá, ele acompanhara a cordilheira dos Andes, em direção ao sul e finalmente descera para as regiões mais baixas, a maior parte delas ocupadas hoje pelo Brasil.


Essa teoria era complementada por algumas outras, que procuravam explicar certos casos particulares, como o da América do Sul, por exemplo. Se os agrupamentos de humano se estabeleceram primeiro nos Andes (onde se desenvolveram brilhantes civilizações) e depois, vieram para o leste, ocupando a gigantesca região amazônica, como explicar que o homem amazônico tivesse uma civilização muito mais primitiva; ele poderia ter esquecido de tudo o que aprendera?
Os especialistas respondiam que, de certa forma, era exatamente isso que havia ocorrido: as terras baixas tropicais eram inadequadas ao desenvolvimento humano; a densa floresta dificultava o deslocamento das pessoas e era pobre em recursos alimentares; as características do solo impediam a agricultura intensiva; e a uniformidade do clima dificultava a irrigação. Bastava ver, diziam, o atual padrão de vida das populações indígenas na Amazônia e mesmo no Brasil em geral. Comunidades pequenas e primitivas, vivendo da caça da pesca e, eventualmente, de agricultura itinerante.
Por causa desses fatores, os agrupamentos humanos que desceram dos Andes, em direção ao atual território brasileiro, teriam aos poucos perdido conhecimentos técnicos, tornando-se mais primitivos conforme se afastavam da região andina e se aproximavam do Atlântico. Ficava assim explicado o estado primitivo das populações indígenas encontradas pelos portugueses quando chegaram aqui.

As novas hipóteses

A partir de 1970, novos conhecimentos históricos e descobertas arqueológicas começaram a por em dúvida as antigas teorias, e hoje já se pode afirmar que, muito provavelmente, os caminhos do homem na América foram outros.
Primeiro, surgiu uma dúvida. A glaciação que pôs a seco o estreito de Bering fez a temperatura da região, que já era baixa, cair a níveis quase insuportáveis. Se o ser humanos primitivo foi capaz de criar técnicas para sobreviver nessas condições, por que não poderia também desenvolver meios de navegação.
Todavia, não se podia provar a incapacidade do homem daquela época para navegar, mas também não havia provas de que fosse capaz de fazê-lo.
Surgiu então um fato novo, numa região muito distante da América. Também se dizia que, na Austrália, o homem só chegara por volta de 7000 a.C., pois antes disso não conseguiria navegar até aquela ilha-continente. Porém descobriram fósseis nessa região de mais de 40 mil anos atrás.
Em seguida, mais descobertas arqueológicas. No sul da Argentina, encontram-se vestígios humanos de 10 000 a.C. No Brasil, então houve achados ainda mais interessante. Nos sítio arqueológico da Pedra Furada, no Piauí, descobriu-se um incrível acervo arqueológico que inclui centenas de pinturas rupestres, grande número de esqueletos e milhares de utensílios. As pinturas foram datadas em mais de 20 mil anos e os utensílios, em mais de 56 mil anos.

Todos esses fatos contradiziam a teoria clássica sobre a ocupação do homem a América e, por isso foram, durante algum tempo, rejeitados ou simplesmente ignorados pela maior parte da comunidade cientifica internacional. Segundo alguns cientistas europeus, a 1ª teoria continuava prevalecendo por causa do orgulho norte-americano. Pela teoria do Estreito de Bering, o Alasca, território dos Estados Unidos, teria sido o primeiro local habitado.

Nos últimos anos, porém, a respeitabilidade dos pesquisadores envolvidos, o constante surgimento de novos achados e a descoberta (em sítios arqueológicos nos Estados Unidos, Canadá, México, Chile e Brasil) de e vestígios humanos anteriores há 30 mil anos estão levando a uma revisão dos antigos conceitos, admitindo-se como hipóteses razoáveis que:
os primeiros grupos humanos teriam chegado à América entre 100 e 70 mil anos atrás;
as vias de acesso seriam tanto terrestres como marítimas, uma vez que o nível do mar variou durante as diferentes épocas e, em certos momentos, chegou até a 150 metros abaixo do nível atual, o que significa que um maior número de ilhas existia, tornando essas viagens mais fáceis para os meios tecnológicos existentes;
o povoamento da América do Sul pode ter sido simultâneo ou até mesmo anterior ao da América do Norte.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Povos Indígenas


Para começar esclarecendo, os nativos ou indígenas, são aquelas pessoas que viviam em uma área que não foi colonizada, ou que, após a colonização, eles não se identificam com o povo que os coloniza. Índios, a princípio, são os primitivos habitados á América.
Alguns historiadores afirmam que havia mais de 100 milhões de índios na América, divididos em tribos de acordo com a sua língua: Tupi-Guarani, Macro- ou Tapuias, Aruaques e Caraíbas.
Viviam da caça, da pesca e da agricultura e domesticavam capivaras e porcos. Respeitavam muito o meio ambiente, utilizando apenas matérias primas e apenas o que lhe é necessário, como por exemplo, a madeira, para construir canoas, arcos, flechas e ocas, a palha para fazer cestos e redes, a cerâmica para fazer utensílios domésticos, as penas de aves para suas roupas, e o urucum (planta de cor avermelhada) para pintar o corpo.
Nas tribos não existiam classes sociais, eram tratados todos da mesma forma. A terra era de todos e quando um índio cassava, ele tinha que dividir com todos da sua tribo. Só possuía uma divisão por idade e sexo: As mulheres cuidavam da comida, das crianças, e dos plantios e os homens caçavam, guerreavam e derrubavam árvores.
Existiam duas figuras importantes nas tribos: o pajé e o cacique. O pajé conhecia todos os rituais, chás e ervas para curar doenças, além disso, recebia mensagens dos Deuses e fazia um ritual chamado ‘Ritual da Pajelança’, no qual evoca os Deuses para ajudar a cura dos índios. Já o cacique conhecia também muitas técnicas, ervas, e afins, para cura de doenças, mas era uma pessoa que mais comandava e organizava os índios, do que receitava remédios e fazia rituais.
Curumins era o nome dado para nos índios pequenos. Eles já eram treinados desde pequenos a caçar e fazer as tarefas que os índios faziam. Quando tinham entre 13 e 14 anos, os índios passavam por um teste para ‘serem’ adultos.
Foi muito estranho para os índios, quando os portugueses chegaram para colonizar suas terras, pois eram duas culturas completamente diferentes. Só se comunicavam por sinais e trocas de presentes. Quando os portugueses começaram a explorar o pau-brasil, começaram a escravizar os índios, e em troca de seu trabalho, os índios recebiam presentes como chocalhos e espelhos. O contato com o homem branco fez com que os índios perdessem sua cultura. Os portugueses estavam tão interessados nas terras, que violentaram muito os índios, transmitindo-os doenças para a tribo se afastar do local ou mesmo matando esses nativos. Por isso é que temos tão poucos índios hoje em dia. Mas, voltando ao passado, os portugueses conseguiram dominar suas terras, e a população de índios foi diminuindo devido as circunstancias tomadas pelos portugueses para conseguir o que queriam.
Os índios eram canibais, pois achavam que comendo a carne humana do inimigo, estariam obtendo uma série de coisas do outro, entre elas a sabedoria, os conhecimentos e a valentia. E com essa teoria deles, não se alimentavam de pessoas fracas. O canibalismo era praticado em muitos rituais indígenas.
As diferentes tribos tinham cada uma sua crença, seus rituais religiosos e sua religião, mas todas acreditavam nos espíritos de seus antepassados e nas forças da natureza. Faziam festas e cerimônias para alguns deuses que eles acreditavam. O pajé era quem transmitia esses conhecimentos para os habitantes nativos.
Por mais que ainda existam tribos hoje em dia, são poucas as que seguem as mesmas características de tantos anos atrás.

Alguns Dados:
1500 - existiam cerca de 1 milhão a 3 milhões de índios no Brasil
1595 - o aprisionamento de índios é proibido
1910 - é feita alusão ao direito dos índios à posse da terra e ao respeito a seus costumes
Década de 70 - surgem ONG’s defensoras dos direitos indígenas
Século XXI - existem cerca de 460 mil índios no Brasil

terça-feira, 11 de março de 2008

Fim da Pré-história




Por volta do ano 4.000 a.C., algumas comunidades primitivas aprenderam a usar ferramentas e armas de bronze. A vida ia ficando cada vez mais complexa e com esse desenvolvimento surgiu a escrita.Esse foi o evento que marcou o começo dos tempos históricos registrados, era o fim da Pré – História e o começo da História.
Ela pode ser definida como um período da história de um povo ou nação sobre o qual não há documentos escritos, já que não ocorreu ao mesmo tempo em todos os povos. Por exemplo, no Egito ocorreu aproximadamente em 3500 a.C., no Brasil ocorreu em 1500 e em Nova Guiné aproximadamente em 1900.
O período de transição para a “História” se dá por um período chamado de proto – história, que é descrito em documentos.
Com o termo Pré – História, portanto, vemos o quanto a escrita é importante para a civilização ocidental.